Vidro temperado

 

 

Desenvolvida por processo térmico ou químico, a têmpera comprime as camadas do vidro para melhorar sua resistência ao impacto. Devido ao seu alto nível de compressão, em caso de quebra do vidro, formam-se pedaços pequenos e não pontiagudos, reduzindo o risco de acidentes.

A produção de vidro temperado conta com certas propriedades do vidro. Em especial, com o fato de ele ser plástico (deformável) acima de 550ºC, elástico(rígido) abaixo dessa temperatura e com sua propriedade de dilatação ou contração em função da temperatura. O vidro é levado até a temperatura de amolecimento (620ºC), e então é subitamente resfriado por uma corrente de ar frio. Como resultado, a parte externa se enrijece mais rápido que o interior. Quando o resfriamento é concluído, o centro terá uma tendência a se contrair mais que as camadas externas, comprimindo-as. Atualmente, a têmpera é aplicada a vidros de 3mm a 19mm de espessura. É muito mais complicado o processo de têmpera térmica fora desse espectro ou em peças moldadas.

A têmpera química também comprime a camada externa do vidro, substituindo certas moléculas na superfície por elementos maiores, criando o mesmo fenômeno de compressão. A têmpera química proporciona mais resistência ao impacto. Pode ser aplicada em quaisquer espessuras e em formas tridimensionais, mas a um custo maior. Em geral, é reservada para a aviação, para usos militares e peças técnicas.

Pontos Fortes: grande aumento da resistência ao impacto, redução de riscos em casos de quebra do vidro.

 

Pontos Fracos: leve deformação óptica, risco de quebra durante o processo de endurecimento, impossibilidade de corte após o endurecimento.

Referência: Livro- Materiologia: o guia criativo de materiais e tecnologia.

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