Brise

 

 

 

Também conhecidos pela expressão francesa brise-soleil, os brises são elementos sombreadores utilizados nas construções. Uma tradução direta do francês seria algo como "quebra sol". Esses elementos possuem diversos formatos e podem ser feitos dos mais variados tipos de materiais e aplicados de muitas maneiras em projetos de arquitetura. Existem até brises orientados por computador, que abrem ou fecham conforme a incidência solar.

Um tipo muito popular de brise são os cobogós, também chamados de elementos vazados. (O nome cobogó é formado pela primeira sílaba do sobrenome dos três engenheiros que inventaram o produto no século passado: Coimbra, Boeckmann e Góis.) Muito utilizados nos edifícios públicos pelo baixo custo e grande durabilidade, os cobogós são aqueles blocos vazados decorativos, normalmente feitos de concreto ou de cerâmica. No mercado há diversas opções de formato e tamanho de diferentes fabricantes. 

Quer saber mais sobre os cobogós? Acesse aqui: http://goo.gl/ENhwu2 

Ainda que existam há muitos séculos, em diversas arquiteturas pelo mundo, como as clássicas tramas da arquitetura mourisca, por exemplo, os brises foram amplamente divulgados e utilizados no mundo durante o modernismo, e se tornaram um dos ícones da arquitetura moderna.

A todo momento diversos tipos de brises são inventados. Basta utilizar algum elemento que fique posicionado em frente uma abertura e que auxilie na proteção do sol de uma maneira inusitada e um novo brise acaba de ser criado.

São duas as suas funções essenciais: proteger o interior e/ou a fachada das edificações do sol excessivo, controlando, assim, a temperatura no interior da construção e também evitar o ofuscamento que a iluminação abundante pode causar. Às vezes pode ter outras funções secundárias, como prover privacidade, sombreando e ainda resguardando um ambiente.

Por sua característica essencial de controle da insolação nas construções, os brises vem ao encontro das recentes preocupações com a sustentabilidade. A fachada de um prédio sombreada por brises preserva a transparência desejada e economiza na quantidade de energia com climatização, melhorando muito a eficiência energética da construção.

Exemplos de utilização, de cima para baixo, da esquerda para a direita: 

1 - O edifício Copan, em São Paulo, tem sua expressividade amplificada pelo uso intenso de brises. Foto por Dornicke (Lucas B. Salles) - via Wikimedia Commons

2 - Cobogós e aletas verticais movimentam a fachada do edifício no Parque Guinle, no Rio de Janeiro, projeto de Lucio Costa. Foto por Emiliano Homrich - via Panoramio

3 - Os brises foram largamente utilizados no Brasil. Um dos grandes exemplos da utilização inovadora desses elementos é o prédio do Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro, o conhecido Palácio Capanema, projeto realizado por uma equipe de arquitetos liderada por Niemeyer, Le Corbusier e Lucio Costa. Nesse edifício dos anos 30, brises móveis contornam a fachada do edifício. Foto por AMB - via Wikimedia Commons

4 e 5 - Como diafragmas de máquinas fotográficas, os brises do Instituto do Mundo Árabe (de Jean Nouvel, em Paris) abrem e fecham conforme a incidência de luz. Fotos via imgkid.com

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